Hoje não!
Amanhã eu fico triste...
Amanhã! Hoje não.
Hoje eu fico alegre.
E todos os dias por mais amargos que sejam eu digo:
- Amanhã eu fico triste.
Hoje não!
(Poema encontrado num dos dormitórios de crianças judias do campo de extermínio nazi de Auschwitz)
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terça-feira, 24 de setembro de 2013
terça-feira, 1 de maio de 2012
Ensinar a amar
" Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da sua pele, pela sua origem ou ainda pela sua religião. Para odiar, as pessoas precisam de aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar." (Nelson Mandela)
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Serei tua amiga até...que a morte nos separe...
Li algures que, amar alguém impossível não é amor é masoquismo, é querer sofrer. Sorri e pensei, não será bem assim, o amor não é impossível basta simplesmente amar. Querer o proibido nunca foi minha pretensão, nem o meu modo de estar na vida...
Quando "tropecei" num homem gentil, charmoso, brincalhão e muito terno, mas muito proibido, deixei-me levar pelo desejo e rendi-me. Sabia que não podia ter ilusões mas não deixei de ter sonhos...que os nossos momentos fossem eternos e durassem até sermos velhinhos...pura ilusão, que bem cá no fundo continua a ser um sonho.
O tempo foi passando, os encontros foram escasseando e eu senti um desespero enorme quando pressenti que o seu desejo por mim tinha acabado. Tudo estaria bem se fosse consensual, não era, e o mais doloroso é que eu me tinha apaixonado. Aquele homem estava em todos os meus pensamentos e até nos meus sonhos. Quando não sabia dele ficava desesperada com medo que lhe tivesse acontecido alguma coisa. Disse-lhe isso mesmo, que o amava mas não esperava nada dele, bem talvez alguns encontros...queria que as coisas voltassem ao que tinham sido. Incomodavam-no e constrangiam-no as minhas investidas. Agora era só meu amigo, dizia ele. Pois bem, terá de ser assim, terei de ser apenas amiga do homem que amo... dói pensar nisso, e saber que tem de ser assim.
Serei tua amiga, sempre o fui mas o amor estará cá para sempre, escondido onde só eu o possa encontrar, farei com que não dês por ele pois ele constrange-te...
Não sei se encontrarei mais alguém na minha vida, possivelmente sim, mas tu serás sempre o meu grande amor. Não foste o primeiro, costuma dizer-se que o primeiro amor não se esquece, mas é o meu amor por ti que me acompanhará pela vida e me fará ser forte...
Chorarei algumas vezes por não te poder dar o meu carinho e todo o meu amor. A dor vai passar, as lágrimas vão tornar-se menos frequentes e darão lugar ao sorriso quando me lembrar dos momentos bons que passámos juntos.
Se é o que queres serei tua amiga agora e sempre e, brincando um pouco...até que a morte nos separe... Uma amizade para sempre é uma aventura sem fim...
E agora? Bem, agora foda-se, tenho de me aguentar e tratar de ser feliz...estupidamente feliz!!!
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Carnaval!!!!
Quem me dera repartir-me
e encontrar a minha calma
dando a Arlequim o meu corpo
e a Pierrot a minha alma!
Quando tenho Arlequim
quero o Pierrot tristonho,
pois um dá-me o prazer,
o outro dá-me o sonho!
Nesta duplicidade
todo o amor se encerra:
um fala-me do céu...
o outro fala-me da terra!
Eu amo, porque amar é variar, e em verdade toda a razão do amor está na variedade...
Penso que morreria o desejo, se Arlequim e Pierrot fossem somente um, porque a história do amor pode escrever-se assim:
Um sonho de Pierrot...
Um beijo de Arlequim...
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Elogio ao Amor
"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. o que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima "merdinha" entram logo em diálogo. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornam-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores de romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a pura paixão, a saudade sem fim, a tristeza, o desiquílibrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é com um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é um coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição.Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa da mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não está lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se tem. Não é para se perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
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