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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Problemas- Ana Carolina


O meu amor conhece cada gesto seu

Palavras que o seu olhar só diz pro meu
Se pra você a guerra está perdida
Olha que eu mudo de sonhos
Pra ficar na sua vida




terça-feira, 16 de julho de 2013

O amor

Às vezes acho que amor é uma treta. Uma treta que se inventou porque é suposto que te cases e formes família, para o mundo continuar povoado. E porque pronto, envelhecer sozinho não deve ser agradável e giro.

Eu até acredito no amor. Entre pais e filhos. Entre avós e netos. Entre irmãos. Entre primos. Entre tios e sobrinhos. Entre amigos. É neste tipo de amor em que acredito. Em que tudo se compreende, tudo se perdoa, em que todos os defeitos e falhas se toleram.

No que toca a duas pessoas independentes, do sexo oposto ou não, sem qualquer tipo de relação das acima referidas, outras coisas que nada têm a ver com amor é que fazem a relação acontecer. Chamam-lhes feromonas, química, atração. Eu gosto da palavra paixão para definir isso. Vai haver ocasiões em que nos vamos apaixonar, viver essa paixão e quando ela acaba, cada um vai à sua vida. Outras vezes, a paixão dura e o amor chega. Estas vão ser as relações longas das nossas vidas. Quando o amor e a paixão se unem, agarrem-se a essa raridade com unhas e dentes, porque não é coisa que aconteça em todas as esquinas.

O problema é quando a paixão termina. Claro que toda a gente diz que o amor vem depois da paixão. Para mim o amor, sem mais nada é...pouco! E quando decidimos manter uma relação sem paixão, baseada no tão falado amor, isso para mim tem uma definição: medo de estarmos sozinhos. Uma relação tem que ter paixão. Eu tenho que estar apaixonada pela pessoa pelo menos 80% do tempo da relação. Amor e paixão têm que andar juntos…pelo menos na maioria dos dias. Tenho consciência de que existem dias em que estamos mais ou então menos – ou mesmo nada, um dia ou outro – apaixonados. Mas se essa paixão, química, atração, se esgota completamente, para mim a relação também esgota.

Muita gente acha que isso é natural, que a paixão acaba e fica apenas o amor, que é aquilo que une duas pessoas durante 20, 30, 40 anos, mesmo quando o sexo só existe uma vez por mês (a correr bem!), quando passam um jantar inteiro a conversar sobre coisíssima nenhuma. Quando já não se divertem, quando não riem um com o outro e um do outro também. E é por isso que existem traições. Quando os casais estão acomodados e não apaixonados.
Inventaram que o amor é o que vem a seguir e nós acreditamos. Quando duas pessoas já não estão apaixonadas e continuam juntas, fazem-no por uma razão: não querem ou não podem estar sozinhos. Não sabem estar sozinhos. São ainda mais infelizes sozinhos do que numa relação que já não trás nada de novo a nenhum deles.

A solidão é uma coisa insuportável para pessoas dependentes do outro. E é verdade, a solidão assusta. Mas não assusta estarmos com alguém só porque temos medo de ficarmos sozinhos? Não assusta contentarmo-nos com relações desenxabidas que não acrescentam mais nada à nossa vida a não ser os pés quentes à noite? Compra uma botija! Acredito que isso traga estabilidade e segurança. Mas trás felicidade e satisfação?

Eu acredito no amor. Só não acredito num amor sem paixão à mistura. Só não acredito nele sozinho. Não acredito que a paixão tenha que acabar para dar lugar ao amor.

Por tudo isto é que o grande segredo para sermos felizes é estarmos bem e divertirmo-nos com nós próprios. Não depender de ninguém para sermos felizes. A felicidade, a tranquilidade está dentro de nós e procurar isso através dos outros é o maior erro que se pode cometer. Como diz a canção do Sr. Matogrosso, “Não peça muito a ninguém, ninguém tem muito para dar”. Aprender a ser feliz sozinho é a melhor coisa que se pode aprender.




quarta-feira, 10 de julho de 2013

Opostos

Não acho nada que os opostos se atraem. Ou melhor, até acho! Deve ser óptimo numa relação relâmpago. Daquelas baseadas na atracção, na química, no sexo!
Nunca numa relação para a vida. Para as coisas resultarem, para durar, é preciso haver coisas em comum. Maneiras de estar na vida e numa relação têm que ser parecidas. As prioridades têm que ser similares. O que vai ser de um casal em que um vive para o outro e esse outro acha importante o tempo com amigos e o espaço para si mesmo?
Até nas coisas mais pequenas é necessário haver concordância. Como é que se vai fazer nas férias se um gosta de acampar e o outro prefere ir para um resort? Se um gosta de praia ou de campo e o outro da montanha e da cidade?
E já dizia o Rui Veloso, "...Não se ama alguém que não houve a mesma canção...". Como é que um sábado à noite vai correr se um gosta de Rock e o outro deste novo house abrasileirado (Deus nos livre!!)?
Como é que vai ser numa casa em que ambos são ferrenhos, mas um é do FCP e o outro do SLB?
Claro que uma pessoa timida e outra mais extrovertida podem resultar muito bem. Há coisas que se completam. Não pode haver é muita coisa a divergir! Porque uma coisa é completar, outra é divergir! Completar, divergindo não me parece que vá correr muito bem!
Rui Veloso diz ainda numa outra canção "...Muito mais é o que nos une, Que aquilo que nos separa..." E é assim que tem que ser.

P.S. - Nunca esquecendo que existem sempre, excepções!

Cris



quinta-feira, 7 de março de 2013

Balada de Outono para Zeca Afonso*

Uma noite um adeus sono vazio
águas das fontes choupos laranjais
as palavras levadas pelo rio
ó chorais não mais não mais.

Ó ribeiras calai-vos anjo negro
cavaleiros vampiros rosa fria.
As palavras caíam no Mondego
era Outono e só ele se despedia.

Partir para Marrocos ou Turquia
embarcar na falua de Istambul
dobrar o cabo da melancolia
partir partir partir mais para sul.

Ouve lá Zeca Afonso: e a cantoria?
- Preciso de partir para outro fado.
E havia em sua voz o que só havia
do outro lado.

Havia Bensafrim e a hospedaria
um redondo vocábulo e um sino.
As bruxas. Mafarricas. Alquimia
para mudar o canto e o destino.

Por isso aquela noite sem saber
era outra a canção que lhe nascia.
Havia em sua voz uma estátua a arder
e Grândola era o país que não havia.

O calor de mais cinco e da amizade.
S. Francisco de Assis: voz companheira
para levar aos pobres da cidade
uma canção à sombra da azinheira.

Manuel Alegre in "Coimbra nunca vista"


*na composição deste poema entram palavras e imagens de Zeca Afonso





segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Meu querido Pai Natal

    Aproxima-se o Natal e, em mim, agudiza-se a saudade de todos os que nunca mais passarão o Natal comigo... a quem eu diria "Feliz Natal" e daria um beijo terno.  Lembro-me em especial do meu pai....

    Todos nós sentimos por vezes esta saudade, este aperto no peito, esta lágrima que teima em cair... e quem disser que não é porque mente!

    A canção "Meu querido Pai Natal", de Luís Represas e João Gil, trouxe-me saudades e  boas recordações. 

    Aqui a deixo, esperando que ela também vos faça viajar no tempo e que recordem momentos bons da vossa infância...com um sorriso, pois recordar vale a pena!




segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Dedicatória

    Nós devemos acarinhar aqueles que nos querem bem e tentar transformar lágrimas em sorrisos...só é pena que tanta gente se esqueça disso...

    A todos os meus amigos, que já me enxugaram lágrimas e riram comigo, que me deixam fazer parte da vida deles e fazê-los sorrir, dedico esta canção.








domingo, 4 de novembro de 2012

Numa fração de segundo...

    A internet tem este poder fantástico de, numa fração de segundo, nos levar a tempos longínquos, onde éramos felizes e não sabíamos ou não tínhamos a noção dessa felicidade.

    O primeiro gira-discos que o meu pai comprou, um portátil vermelho, foi no início dos anos setenta. Era presença indispensável nas festas de garagem...sem música e um pezinho de dança não seria festa. Foi ao som de música que ele nos dava que dei o meu primeiro beijo, mas também a primeira chapada (ele merecia eheheh)...

    Foi tudo isto que recordei quando, numa pesquisa na net para encontrar uma música, me apareceu esta



    Já não ouvia Beatles há bastante tempo e confesso que gosto bastante. Uma outra canção que adorava cantar (está descansada Di, eu não canto eheheh) 





    Um momento que, embora com alguma nostalgia e lágrimas à mistura, me fez muito bem.







segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Banda sonora da minha vida

Todos nós relembramos músicas que fizeram parte da nossa vida, que ouvíamos sempre em determinada época. Fazem-nos recordar pessoas e momentos... são a banda sonora da nossa vida.

Esta, ouço-a com a nostalgia de momentos de um passado recente mas, também, com a alegria das recordações felizes que me proporciona.