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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Salinas de Rio Maior


   Como podem existir salinas a 30 km do mar? 
  Elas ficam na base da Serra dos Candeeiros que é essencialmente formada por material rochoso calcário, logo, de fácil impermeabilização por parte da água das chuvas. Por isso, muitos rios em vez de correrem à superfície terrestre acabam por se infiltrarem e correr a nível subterrâneo. Uma destas correntes de água, ao atravessar uma jazida de sal-gema, faz com que a água fique extremamente salgada. Reza a história que há muitos milhões de anos existia mar nesta zona, daí a existência desta jazida de sal-gema.

    O poço atual foi aberto, segundo a tradição, devido ao acaso. Uma rapariga que apascentava uns animais, para mitigar a sede, tentou beber água de uma poça de água que aflorava  de um juncal. O sabor fortemente salgado, foi-lhe extremamente desagradável e comentou isso mesmo, quando chegou a casa. Seu pai e vizinhos apressaram-se a ir cavar nesse local de onde surgiu o poço de água muito salgada (oito vezes mais salgada que a do mar).

    As salinas são, atualmente, abastecidas eletricamente através da puxada das águas subterrâneas para um poço que exixte no meio delas. Ainda se notam vestígios do processo manual que era utilizado há alguns anos atrás, e cujos restos se podem observar em dois grandes paus inclinados junto ao tal poço.



    Depois da água ser sugada através dessa moto-bomba, ela é distribuída através de canais por todos os oito tanques ali existentes (cada tanque é subdividido em outros de menores dimensões). De seguida vem o processo que dá origem à evaporação da água. Ao fim de seis dias a água desapareceu e ficaram os cristais de sal. São retirados manualmente, sendo utilizadas pás de ferro para os raspar do fundo dos tanques e são colocados nas chamadas eiras, estrados de madeira que se podem ver ao longo dos tanques.


    Passadas sessenta horas ele é retirado em sacos ou em carrinhos de ferro e tem como destino o armazenamento na cooperativa. A partir deste local é distribuído pelo mercado.





    Ao longo da rua que dá acesso às salinas podemos ver pequenas casas de madeira que foram adaptadas a casas de comércio e petiscos. Antigamente era nelas que o sal era guardado. 

    A escolha da madeira foi feita devido ao facto de ela não ser corrosível com o sal. Podemos ver troncos de oliveira em todas elas, que funcionam como suportes laterais da sua estrutura. 


  



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Torre Sineira de Santa Cruz de Coimbra

    Olhando para a Igreja de Santa Cruz, na Praça 8 de Maio, verificamos que ela não tem sinos, tendo sido essa a função desempenhada por esta Torre de estilo Barroco.


    Nesta foto, para além da torre, é ainda visível, do lado esquerdo da torre, o edifício onde está instalada a PSP e que era o antigo Celeiro do Mosteiro, enquanto do lado direito (atual Escola Jaime Cortesão) ficava a Enfermaria.



    Aqui a Torre é vista da parte de cima do Claustro da Manga, ainda este claustro estava rodeado pelas construções do Mosteiro.



    Fotos que mostram a Torre a cair. A Torre entrou em ruínas tendo sido deitada abaixo em 3 de janeiro de 1935, com a colaboração dos bombeiros, que, para isso, injetaram água nos seus alicerces.



     As atuais escadas de acesso a Montarroio, construídas, em 1986 no local onde estava a Torre e a Fonte dos Judeus (esta fonte estava, originalmente, situada na parte de cima da atual Praça de Peixe do Mercado D. Pedro V).

    Quem quiser ver uma réplica desta Torre pode fazê-lo no Portugal dos Pequeninos.