Foi há trinta e um anos que te vi pela primeira vez, no dia 20 de setembro de 1981, às 3h 40. Só te esperava para meados de outubro mas resolveste nascer mais cedo. O parto foi fácil e rápido e só então soube que eras a Diana e não o Hugo, pois na altura não era muito usual fazer ecografias.
Eras um nico de gente, o babygrow tamanho zero ficava-te enorme.
Já no quarto, contigo ao colo fiquei a olhar para ti...tão linda. Queria ver-te os olhos mas tu não os abrias. Preocupada perguntei a uma enfermeira se era natural, ela riu-se e não me respondeu. E eu continuei a olhar para ti à espera que os abrisses. Quando finalmente o fizeste, que felicidade...eras mesmo perfeitinha.
Os três primeiros meses não foram fáceis, berravas toda a noite e fui muitas vezes contigo ao pediátrico, sem saber o que tinhas. Os médicos diziam que estavas bem. Bem, mas bem como? Não era possível, se estivesses bem não chorarias daquela maneira. Um dia um médico mandou dar-te meio biberão de leite depois da mamada...remédio santo...afinal o teu mal era fome.
O teu pediatra dizia que eras um ET (lembras-te dele?) porque és loura de olhos azuis numa família de morenos.
Hoje, és uma mulher que depois de me ter ensinado a ser mãe me tem feito descobrir um novo significado para a palavra "amiga".
Obrigada filha, por estes trinta e um anos de algumas tristezas que partilhámos, mas também de muitas alegrias e de muita loucura.
E agora vou ver uma qualquer série na televisão, como me disseste para fazer, porque já estou a sentir os olhos húmidos e tenho que ter cuidado com demasiada emoção. Como tu dizes "depois caem-te coisas" ;)
Beijinhos
E agora vou ver uma qualquer série na televisão, como me disseste para fazer, porque já estou a sentir os olhos húmidos e tenho que ter cuidado com demasiada emoção. Como tu dizes "depois caem-te coisas" ;)
Beijinhos