Um filme, muito antigo, sobre a Figueira da Foz. Uma autêntica relíquia. Será do tempo do mudo? Eh eh eh... não tem som.
Hoje não!
Amanhã eu fico triste...
Amanhã! Hoje não.
Hoje eu fico alegre.
E todos os dias por mais amargos que sejam eu digo:
- Amanhã eu fico triste.
Hoje não!
(Poema encontrado num dos dormitórios de crianças judias do campo de extermínio nazi de Auschwitz)
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
domingo, 24 de fevereiro de 2013
A Lenda de São Vicente
Era uma vez duas crianças, filhas de pastores, que tinham por tarefa diária levar uma vaquinha a pastar, enquanto seus pais desbravavam as matas densas e arroteavam as terras. As crianças, manhã cedo, com uma magra côdea de pão e fruta silvestre, guiavam a vaquinha para os lugares baixos e alagadiços, onde havia erva viçosa, nas margens da ribeira.
A fúria das ondas impedia a água da ribeira de chegar ao mar, colocando-lhe à frente um paredão de calhaus que a retinha numa enorme lagoa. Para grande surpresa das crianças, dentro da lagoa apareceu, de súbito, um barco que deslizava suavemente, trazendo à proa um jovem de tenra idade, de olhos azuis e cabelos loiros que, com um sorriso lhes acenou, convidando-os a partilhar tão divertida brincadeira.
Agora já não era um, mas três os tripulantes que exploravam a lagoa. E assim, nestas ingénuas brincadeiras, o tempo corria e a noite já se adivinhava, ficando o magro farnel na sacola e a vaquinha atrelada no mesmo lugar. Mas, nem por isso sentiam fome, nem a vaca mugia por falta de comida.
No dia seguinte, as duas crianças guiaram a vaquinha e dirigiram-se apressadamente para a foz da ribeira, onde o menino estava já dentro do pequeno batel. Logo que aí chegaram, amarraram o manso animal a um seixo da ribeira e entregavam-se à alegre folia, esquecendo o animal preso à corda, sem erva suficiente para comer.
A cena repetiu-se por vários dias e semanas consecutivas, até que um vizinho, que por hábito ali passava, informou os pais das crianças de como as coisas decorriam. Os filhos contaram aos pais o que lhes sucedia e da presença daquele menino belo e formoso que aparecia todos os dias, convidando-os a entrar no barquinho para uma viagem duradoira e alegre, nas águas da lagoa. Os pais, julgando que era algo maligno, foram contar ao vigário da freguesia, que se apressou a fazer a conjuração. Desceu na companhia dos pais aflitos, levando a água benta.
Assim que viu o belo menino, abriu o ritual e leu a oração. Às primeiras gotas de água benta, o menino tornou-se numa estátua linda e a barquinha numa grelha luzidia na mão. Perante o facto, todos se benzeram, cheios de espanto. E, com todo o respeito, levaram em procissão e a toque de sinos, a imagem para a igreja.
Contudo, pela calada da noite, a estátua voltava ao lago. Muitas vezes a trouxeram para o altar, mas no dia seguinte voltava, misteriosamente, para junto do pequeno ilhéu que a lagoa circundava. Mas, na última vez, umas canas se ergueram sobre o Santo, mostrando a todos a forma de capela e que o lugar da mesma era no ilhéu.
O povo da freguesia, que não era muito mas tinha grande fé, compareceu e, com picaretas, deu as primeiras pancadas no basalto rijo e duro que milagrosamente se abriu, apresentando uma enorme gruta onde, com orações e lágrimas, colocaram o Santo para sempre.
Dali, vigia e protege o povo da fúria das ondas do mar, das águas caudalosas da ribeira e dos ventos devastadores.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Monte Real
Monte Real fez, faz e fará sempre parte da minha vida. Lá fui batizada, passei férias em casa dos meus avós maternos...foi também lá que assisti à passagem do papa Paulo VI, quando da sua visita ao nosso pais, a caminho da base aérea. Lá brinquei com os meus irmãos e primos...lá fui muito feliz. E ainda sou, pois continuo a ir lá sempre que posso, fins de semana, Natal, Páscoa, Festa de S. João, em junho e Festa da Rainha Santa em julho.
Lembro-me de ir com a empregada do meu avô à fonte buscar água, nunca consegui equilibrar o cântaro na cabeça...era melhor ir na anca pois se o partisse lá vinha raspanete. Íamos também ao Rio Liz apanhar agriões.
Os torresmos que a minha avó fazia depois da matança do porco eram um pitéu e até os ovos mexidos com toucinho, que a minha avó fazia para as mulheres que trabalhavam no campo, eu achava que deviam ser uma delicia...nunca cheguei a provar, a minha avó nunca deixou.
Lembro-me da loja do meu avô, onde se vendia um pouco de tudo. Hoje já não existe, foi dividida em apartamentos e mais tarde em lojas mais pequenas.
Foi aqui que aprendi a fazer "Arroz Doce", "Arroz de Grelos", "Doce de Abóbora com Nozes" e "Migas". As morcelas de arroz do Talho Jaulino são de "comer e chorar por mais".
Uma terra onde aparentemente não se passa nada, mas cuja igreja tem "karaoke" para os fiéis puderem cantar também, muito boa para descansar.
Origem e história
"Monte Real é uma freguesia portuguesa do distrito de Leiria 12,23 quilómetros quadrados de área e 2 778 habitantes (2001).
Foi sede de concelho entre 1292 e o início do século XIX. A freguesia conta ainda com as seguintes localidades anexas: Serra de Porto de Urso, Granja, Brejo e Segodim.
Mergulha na noite dos tempos a origem de Monte Real. Apesar da sua referência como povoação só aparecer em outubro de 1292, altura em que foi fundada por D. Dinis, existem vestígios a comprovar a passagem e permanência de povos em épocas mais remotas, romana e até neolítica.
Fundada no Reguengo do Ulmar veio a chamar-se Póbra de Mô Real e Vila da Póvoa de Mon Real. Dos tempos em que tinha este último nome a sua importância era grande, ainda restam, na parte mais alta da povoação, vestígios do antigo Paço Real, reduzido a uma construção restaurada, onde D. Dinis e a Rainha Santa Isabel terão habitado. D. Dinis ordenou que se fizessem "abertas" no Paúl de Ulmar, a fim de que recebessem terras para lavrar durante dez anos os que estivessem dispostos ao seu cultivo, mediante o pagamento à coroa de "todo o fruto que Deos hi der".
Distinguem-se em Monte Real duas partes: a antiga, localizada numa colina dolomítica, que deve o seu nome (Real) à permanência do Rei D. Dinis e sua esposa Rainha Santa Isabel nesta terra; e a moderna, localizada na zona mais baixa deve o seu desenvolvimento ao estabelecimento termal.
Monte Real é hoje uma Vila de característica urbanas com alguns espaços de cariz rural, onde se pratica uma policultura tradicional de subsistência a par de uma monocultura moderna com base no cultivo do milho que se desenvolvem também pelos restantes lugares que formam a Freguesia (Serra de Porto de Urso, onde se encontra instalada a Base Aérea n.º 5, Granja, Brejo e Segodim.
A estância termal remonta à ocupação romana em Portugal. É tradicional atribuir à Rainha Santa a cura dos doentes, mas só em 1809 o Bispo de Leiria D. Manuel Aguiar mandou captar o manancial hidrológico e construir um balneário. Possui as águas mais sulfatadas cálcicas da Península.[...]São águas muito puras, isentas de qualquer contaminação.
As características hidrológicas desta estância termal, aliada à vasta mancha florestal que a rodeia e à qualidade hoteleira, com uma gastronomia saudável, tornaram-na uma das mais procuradas da Península Ibérica. " in Memória Portuguesa...parámos o tempo, não sabemos morrer...
Pelourinho e casa da Câmara
Paços da Rainha Santa
Capela de S. João Batista
Fonte da Rainha Santa
Fonte do centro da vila
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| Painel de azulejo com o "Milagre das Rosas" |
Termas de Monte Real
Base aérea n.º 5
Igreja Matriz
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| Igreja onde fui batizada |
Jardim
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| Jardim onde brincava à "macaca" com a minha irmã |
| Parque infantil onde brinquei, os equipamentos eram outros, claro |
| Junta de freguesia |
| Turismo com Hotel das Termas ao fundo |
Testemunhos e memórias da minha presença
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| O meu batizado, com os meus pais e padrinhos |
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