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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Monte Real

   
                                              


  Monte Real fez, faz e fará sempre parte da minha vida. Lá fui batizada, passei férias em casa dos meus avós maternos...foi também lá que assisti à passagem do papa Paulo VI, quando da sua visita ao nosso pais, a caminho da base aérea. Lá brinquei com os meus irmãos e primos...lá fui muito feliz. E ainda sou, pois continuo a ir lá sempre que posso, fins de semana, Natal, Páscoa, Festa de S. João, em junho e Festa da Rainha Santa em julho. 
    Lembro-me de ir com a empregada do meu avô à fonte buscar água, nunca consegui equilibrar o cântaro na cabeça...era melhor ir na anca pois se o partisse lá vinha raspanete. Íamos também ao Rio Liz apanhar agriões. 
     Os torresmos que a minha avó fazia depois da matança do porco eram um pitéu e até os ovos mexidos com toucinho, que a minha avó fazia para as mulheres que trabalhavam no campo, eu achava que deviam ser uma delicia...nunca cheguei a provar, a minha avó nunca deixou. 
     Lembro-me da loja do meu avô, onde se vendia um pouco de tudo. Hoje já não existe, foi dividida em apartamentos e mais tarde em lojas mais pequenas.
     Foi aqui que aprendi a fazer "Arroz Doce", "Arroz de Grelos", "Doce de Abóbora com Nozes" e "Migas". As morcelas de arroz do Talho Jaulino são de "comer e chorar por mais".

    Uma terra onde aparentemente não se passa nada, mas cuja igreja tem "karaoke" para os fiéis puderem cantar também, muito boa para descansar.


Origem e história

   "Monte Real é uma freguesia portuguesa do distrito de Leiria 12,23 quilómetros quadrados de área e 2 778 habitantes (2001). 
    Foi sede de concelho entre 1292 e o início do século XIX. A freguesia conta ainda com as seguintes localidades anexas: Serra de Porto de Urso, Granja, Brejo e Segodim.




  Mergulha na noite dos tempos a origem de Monte Real. Apesar da sua referência como povoação só aparecer em outubro de 1292, altura em que foi fundada por D. Dinis, existem vestígios a comprovar a passagem e permanência de povos em épocas mais remotas, romana e até neolítica.
    Fundada no Reguengo do Ulmar veio a chamar-se Póbra de Mô Real e Vila da Póvoa de Mon Real. Dos tempos em que tinha este último nome a sua importância era grande, ainda restam, na parte mais alta da povoação, vestígios do antigo Paço Real, reduzido a uma construção restaurada, onde D. Dinis e a Rainha Santa Isabel terão habitado. D. Dinis ordenou que se fizessem "abertas" no Paúl de Ulmar, a fim de que recebessem terras para lavrar durante dez anos os que estivessem dispostos ao seu cultivo, mediante o pagamento à coroa de "todo o fruto que Deos hi der".

    Distinguem-se em Monte Real duas partes: a antiga, localizada numa colina dolomítica, que deve o seu nome (Real) à permanência do Rei D. Dinis e sua esposa Rainha Santa Isabel nesta terra; e a moderna, localizada na zona mais baixa deve o seu desenvolvimento ao estabelecimento termal.

    Monte Real é hoje uma Vila de característica urbanas com alguns espaços de cariz rural, onde se pratica uma policultura tradicional de subsistência a par de uma monocultura moderna com base no cultivo do milho que se desenvolvem também pelos restantes lugares que formam a Freguesia (Serra de Porto de Urso, onde se encontra instalada a Base Aérea n.º 5, Granja, Brejo e Segodim.

    A estância termal remonta à ocupação romana em Portugal. É tradicional atribuir à Rainha Santa a cura dos doentes, mas só em 1809 o Bispo de Leiria D. Manuel Aguiar mandou captar o manancial hidrológico e construir um balneário. Possui as águas mais sulfatadas cálcicas da Península.[...]São águas muito puras, isentas de qualquer contaminação.
    As características hidrológicas desta estância termal, aliada à vasta mancha florestal que a rodeia e à qualidade hoteleira, com uma gastronomia saudável, tornaram-na uma das mais procuradas da Península Ibérica. "  in Memória Portuguesa...parámos o tempo, não sabemos morrer...



Pelourinho e casa da Câmara


Paços da Rainha Santa








                                             Capela de S. João Batista
Fonte da Rainha Santa

 Fonte do centro da vila

Painel de azulejo com o "Milagre das Rosas"
Termas de Monte Real







Base aérea n.º 5




                                                    Igreja Matriz

Igreja onde fui batizada

Jardim
Jardim onde brincava à "macaca" com a minha irmã



Parque infantil onde brinquei, os equipamentos eram outros, claro


Junta de freguesia
Turismo com Hotel das Termas ao fundo

Testemunhos e memórias da minha presença

O meu batizado, com os meus pais e padrinhos

Eu e os meus irmãos no passeio em frente à loja do meu avô
A minha irmã e eu em frente da Capela de S. João Baptista



E agora...  




2 comentários:

JOAO RUI PIMENTEL disse...

"Gosto"

Di disse...

Bela terra para descansar corpo e alma!