Ou até, o que era o amor...
Descobri que sou feito de matéria
Que não tenho palavras que cheguem
Nem versos capazes para o descrever.
Mas tenho estas mãos em febris impulsos
Buscando na escuridão
A luz do teu rosto.
Tenho as mãos deitadas sobre o olhar
Procurando imagens da tua criança
E os cobertores despidos da ignorância
Dos sentimentos.
Sempre soube que me repartiam as infâncias perdidas
Os silêncios por contar
As noites ao rubro onde me fui deitar...
Sou feito de sangue e carne e fluidos humanos
E tenho estas mãos que te abraçam num silêncio difuso,
Teu rosto de anjo ou o sonho que me intimidou
Cego dos prazeres do corpo.
Pensei que sabia o significado do teu olhar
Perturbado pela insignificância do meu eu.
Pensei que sabia amar...
O que era o amor...
Cego de prazeres.
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