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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Como esquecer-te



O tempo cura tudo e não se morre de amor! Agarrem-se a isso! É claro que não existe nenhuma fórmula para esquecer o que quer que seja. Mas existem distrações e pequenas ajudas. E há coisas radicais a fazer, que vão ajudar.
O primeiro e mais importante passo é querer esquecer! É preciso querer esquecer! Senão, nada feito! Porque pior do que não conseguir esquecer, é não querer esquecer e às vezes isso é inconsciente. Achamos que queremos esquecer, juramos que sim, mas no fundo ainda estamos carregados de esperança. E é essa esperança secreta que mina tudo. Enquanto ela existir, não conseguimos avançar. Continuamos presos à ideia de que um dia tudo se vai resolver. Que o outro vai cair em si, e que vamos ser felizes para sempre. Mas isto é raro acontecer, e essa expectativa pode durar meses, anos até. E é uma perfeita perda de tempo e de sanidade mental!

Quando uma relação acaba, eu não consigo ficar sentada à espera que passe. Há o período de ficar em casa a derramar lágrimas e gastar toneladas de lenços de papel! De ouvir música foleira e lamechas, como a  banda sonora da nossa tragédia grega! Depois deste saudável tempo de luto, há que pôr mãos à obra.
- Ter a certeza que tudo passa, porque por incrível que pareça, passa mesmo!
- Querer esquecer com todas as nossas forças!
- Massajar o nosso próprio ego. Tomar banhos de espuma, nunca desleixar depilações! Não é por estarmos sozinhas que vamos ficar umas macacas! Pintar as unhas, besuntarmo-nos de cremes, ir ao cabeleireiro! Ou seja, nada de nos tornarmos umas marrafonas! Temos que nos sentir bem na nossa pele, sempre!
- As amigas e amigos! Papel fundamental, senão mesmo o mais importante! É por estas e por outras que um dos maiores erros que pudemos cometer é deixar de ter amigos/esquecer os nossos e adotar os da cara metade quando estamos numa relação. Tenham vidas próprias para lá da relação. A probabilidade de uma relação dar para o torto e precisarmos de os amigos para superar isso é muito maior do que sermos felizes para sempre com a suposta alma gémea sem os ditos cujos! (Desconfio sempre de gente que não tem amigos, algo se passa!) Os nossos amigos vão ser aqueles que nos vão levar ao cinema, a jantar fora, à praia e com quem passaremos belas noitadas, até que quando damos conta, estamos prontos para outra.
- Eliminar todo e qualquer vestígio do "falecido". Mensagens fofinhas, fotografias, aquele peluche foleiro que fingíamos gostar (e que agora que acabou até passamos a gostar mesmo, não se deixem iludir, somos nós que andamos meio aparvalhados!), e tudo e tudo que nos faça lembrar do estafermo! Para os mais fortes, lixo com tudo! Para os outros, enterra-se numa gaveta escura - mas não vale abrir volta e meia em horas de desespero ridículo!
- Não nos metermos numa relação para esquecer a anterior. Nada de bom costuma resultar daí. Há coisas que precisam de ser curadas antes de voltarem a estar vulneráveis!

Há coisas completamente proibídas. Ver facebooks, twiters, blogues e coisas do género da pessoa que é suposto estarmos a esquecer de hora a hora, não é de todo aceitável. Acho até que deviam haver umas sentinelas que nos impedissem de fazer tais coisas!
Perseguir, seja de que maneira for a pessoinha é não só completamente reprovável como crime! Stalkers, nunca!
Há uma coisa ridícula que muita gente acha que é o melhor a fazer, que é a tentativa de provocar ciúmes no outro! Se não for sincero, NÃO o façam! Percebe-se quase sempre quando é forçado, o que fica muito mal à pessoa que acha que está a fazer uma grande coisa! NÃO!
O desprezo é a melhor arma e o caminho mais digno! Porque se há uma coisa que tem de ficar intacta depois do final de uma relação, é a nossa dignidade!
Aceitam-se mais sugestões. Nestas horas, qualquer ajuda é boa!
Se a coisa se tornar insuportável, peçam ajuda! Vão a um psicólogo, ou a um psiquiatra se em último caso (e só mesmo em último recurso!) medicação for necessária. Isto do amor, pode deixar qualquer um no fundo do poço! A solução é não escavar ainda mais e tratar de sair dele!


Há amores que são eternos, que mesmo que acabem, nunca são esquecidos. Mas o tempo transforma o sofrimento desses amores em boas recordações. A pessoa vai ser importante para sempre, mas um dia, já não vai doer pensar nela. Garanto!


2 comentários:

Eva Sanfiro disse...

Posso assegurar que isto é verdade:
"Há amores que são eternos, que mesmo que acabem, nunca são esquecidos. Mas o tempo transforma o sofrimento desses amores em boas recordações. A pessoa vai ser importante para sempre, mas um dia, já não vai doer pensar nela."

Beijos!

JOAO RUI PIMENTEL disse...

Isso mesmo !!!!.
A minha filha Joana costuma dizer:
"Ame o próximo. Você já não me ama? .... próximo !!!! ".... ehehehehehe