Não acho nada que os opostos se atraem. Ou melhor, até acho! Deve ser óptimo numa relação relâmpago. Daquelas baseadas na atracção, na química, no sexo!
Nunca numa relação para a vida. Para as coisas resultarem, para durar, é preciso haver coisas em comum. Maneiras de estar na vida e numa relação têm que ser parecidas. As prioridades têm que ser similares. O que vai ser de um casal em que um vive para o outro e esse outro acha importante o tempo com amigos e o espaço para si mesmo?
Até nas coisas mais pequenas é necessário haver concordância. Como é que se vai fazer nas férias se um gosta de acampar e o outro prefere ir para um resort? Se um gosta de praia ou de campo e o outro da montanha e da cidade?
E já dizia o Rui Veloso, "...Não se ama alguém que não houve a mesma canção...". Como é que um sábado à noite vai correr se um gosta de Rock e o outro deste novo house abrasileirado (Deus nos livre!!)?
Como é que vai ser numa casa em que ambos são ferrenhos, mas um é do FCP e o outro do SLB?
Claro que uma pessoa timida e outra mais extrovertida podem resultar muito bem. Há coisas que se completam. Não pode haver é muita coisa a divergir! Porque uma coisa é completar, outra é divergir! Completar, divergindo não me parece que vá correr muito bem!
Rui Veloso diz ainda numa outra canção "...Muito mais é o que nos une, Que aquilo que nos separa..." E é assim que tem que ser.
P.S. - Nunca esquecendo que existem sempre, excepções!
Cris
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