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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Opostos

Não acho nada que os opostos se atraem. Ou melhor, até acho! Deve ser óptimo numa relação relâmpago. Daquelas baseadas na atracção, na química, no sexo!
Nunca numa relação para a vida. Para as coisas resultarem, para durar, é preciso haver coisas em comum. Maneiras de estar na vida e numa relação têm que ser parecidas. As prioridades têm que ser similares. O que vai ser de um casal em que um vive para o outro e esse outro acha importante o tempo com amigos e o espaço para si mesmo?
Até nas coisas mais pequenas é necessário haver concordância. Como é que se vai fazer nas férias se um gosta de acampar e o outro prefere ir para um resort? Se um gosta de praia ou de campo e o outro da montanha e da cidade?
E já dizia o Rui Veloso, "...Não se ama alguém que não houve a mesma canção...". Como é que um sábado à noite vai correr se um gosta de Rock e o outro deste novo house abrasileirado (Deus nos livre!!)?
Como é que vai ser numa casa em que ambos são ferrenhos, mas um é do FCP e o outro do SLB?
Claro que uma pessoa timida e outra mais extrovertida podem resultar muito bem. Há coisas que se completam. Não pode haver é muita coisa a divergir! Porque uma coisa é completar, outra é divergir! Completar, divergindo não me parece que vá correr muito bem!
Rui Veloso diz ainda numa outra canção "...Muito mais é o que nos une, Que aquilo que nos separa..." E é assim que tem que ser.

P.S. - Nunca esquecendo que existem sempre, excepções!

Cris



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